No dia 16 de outubro de 2026, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional nº 141, que acaba com a escala 6×1 no Brasil. Aprovado no Senado por 75 votos a 1, o texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e garante dois dias de descanso remunerado por semana.
Para quem trabalha com atendimento, cobrança e televendas, a mudança traz uma pergunta prática e urgente: como manter o cliente bem atendido, em todos os horários, com menos horas de trabalho por pessoa?
O que muda na prática
A transição acontece em duas etapas, contadas a partir da publicação da emenda:
Em até 60 dias:
entra a escala 5×2, com duas folgas semanais remuneradas, e o limite cai de 44 para 42 horas por semana.
Cerca de um ano depois:
a jornada chega a 40 horas semanais, com no máximo 8 horas por dia.
Salário preservado:
a redução não pode diminuir a remuneração. Na prática, o valor da hora normal sobe cerca de 10%, e a hora extra fica mais cara.
Folgas mais flexíveis:
os dois dias de descanso não precisam ser consecutivos nem cair no fim de semana. Uma das folgas deve ser, preferencialmente, aos domingos.
Acordos coletivos podem prever escalas compensatórias diferentes, desde que a média de duas folgas por semana seja mantida no mês. Já as cláusulas que entrarem em conflito com as novas regras perdem efeito em dois meses.
O cliente não reduziu a jornada dele
Aqui está o ponto central para as operações de atendimento. A jornada do colaborador muda, mas a expectativa do cliente continua a mesma: ser atendido rápido, no canal que preferir e no horário que for melhor para ele.
Muitas centrais funcionam seis ou sete dias por semana, com horários estendidos e picos de demanda bem marcados. Com cada pessoa trabalhando menos dias, manter a mesma cobertura só contratando mais gente pode pressionar custos que já ficaram mais altos com a nova hora de trabalho.
Operações de teleatendimento também seguem regras próprias de jornada, previstas na NR-17. Por isso, vale revisar com o jurídico como essas regras se combinam com a nova emenda antes de redesenhar as escalas.
Mais horas de atendimento, menos horas de trabalho
A saída mais sustentável não é só reorganizar a escala. É repensar o que precisa de uma pessoa e o que pode ser resolvido com tecnologia, deixando o time humano livre para as conversas que realmente exigem empatia e negociação.
Na Olos, há 15 anos desenvolvemos tecnologia para cobrança, televendas e SAC. Veja como nossa plataforma ajuda nesse novo cenário:
ADA, nosso agente digital com IA conversacional:
atende demandas recorrentes com diálogos naturais, entende interrupções e mudanças de assunto e mantém o atendimento funcionando além do horário do time.
Olos Text:
reúne WhatsApp, SMS, e-mail e WebChat em uma só tela, com chatbots que fazem a triagem 24 horas e IA CoPilot, que sugere respostas e gera resumos para o atendente.
Olos Dialer:
aprende o melhor horário para falar com cada cliente e ajusta as estratégias ao longo do dia, para que cada hora de trabalho renda mais contatos efetivos.
Olos Analytics:
analisa com IA 100% das interações e mostra onde o tempo da operação está sendo gasto, o que ajuda a decidir o que automatizar primeiro.
Por onde começar
O prazo para a primeira etapa é curto. Três passos ajudam a preparar a operação:
Mapeie a demanda:
entenda os horários de pico, os canais mais usados e os motivos de contato que mais se repetem.
Automatize o repetitivo:
segunda via, consulta de saldo, agendamentos e confirmações podem ser resolvidos por agentes digitais e chatbots.
Meça tudo:
acompanhe tempo médio de atendimento, taxa de resolução e satisfação para ajustar a escala com base em dados, não em suposições.
O fim da escala 6×1 é uma mudança importante para quem trabalha. Com a tecnologia certa, também pode ser o início de um atendimento mais eficiente e mais humano.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação jurídica.
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